Comércio entrega proposta de logística reversa ao Ministério do Meio Ambiente

A Confederação Nacional do Comércio (CNC), ao lado de empresas e entidades, entregou, na última quarta-feira, 12 de junho, proposta do varejo para a logística reversa de eletroeletrônicos ao Ministério do Meio Ambiente.

O documento foi apresentado em atenção ao edital lançado pelo governo para receber propostas de implantação de sistemas de logística reversa. A proposta tem apoio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). “A logística reversa de eletroeletrônicos trará grandes benefícios para a sociedade, já que esse tipo de resíduo contém elementos tóxicos e representa risco à saúde pública quando descartado de forma indevida”, explica José Goldemberg, presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP.

O material desenvolvido define os pilares defendidos pelo comércio para a operacionalização do sistema de logística reversa. Uma das propostas é instituir contribuição para um fundo de custeio. Outro ponto é a criação de sistema híbrido que garanta diversos tipos de coleta, entre elas Postos de Entrega Permanentes e Eventuais. A ideia é criar um sistema com diversas opções, independentemente do sistema público de coleta, mas com possibilidade de eventual integração. Para a gestão do sistema foi sugerida a formação de associação civil sem fins lucrativos, com finalidade de administrar o fundo e elaborar o mapa de implantação do projeto. O comércio defende também que os resíduos eletroeletrônicos não sejam considerados perigosos, quando mantidas as condições semelhantes às de uso, para que seja permitido o recebimento e o deslocamento independentemente de autorizações especiais.

Reciclagem de eletroeletrônicos
Os eletroeletrônicos são os materiais com maior interesse pelos recicladores. Sabendo disso, a professora da USP Tereza Cristina Carvalho desenvolveu o projeto Eco-Eletro, vencedor do 3º Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade. O projeto capacita catadores de cooperativas para a desmontagem e triagem desses produtos. Desde 2011, 62 cooperativas foram contempladas, 182 catadores treinados e 17 núcleos de reciclagem de resíduos de eletroeletrônicos montados. O projeto previne que os catadores desmontem os equipamentos de forma inadequada.
Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial – 17/06/2013

 

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