Sustentabilidade: quais são os principais tipos e a importância para as empresas

Sustentabilidade

Sustentabilidade é um conceito já desgastado. Certo?

Não é bem assim: muitas pessoas pensam que a sustentabilidade se relaciona somente às emissões de gases para a atmosfera e que este é o único risco a que o planeta está exposto.

Vamos conosco para avançarmos nesse entendimento?

Qual a diferença entre Desenvolvimento Sustentável e Sustentabilidade?

Primeiramente, antes de partirmos para os tipos de desenvolvimento, vamos entender dois conceitos importantes.

Há muito, fala-se sobre a necessidade de pararmos de utilizar os recursos naturais de forma tão veloz e irresponsável, pois eles não se regeneram no mesmo ritmo em que os consumimos.

Dessa maneira, quando se pensa em futuro das pessoas, das organizações, é imperativo trabalhar com a possibilidade de dar ao Planeta um desenvolvimento sustentável e agir para sustentabilidade. Tais terminologias possuem conceitos diferentes, mas que se completam:

  • Desenvolvimento Sustentável: estratégia de crescimento que garante os recursos naturais para nossos descendentes.
  • Sustentabilidade: produto final de um desejado estilo de vida.

Inicialmente, essas terminologias foram debatidas na Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, e, desde então, vêm sendo amplamente debatidas e trabalhadas.

Quando Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável são vistos de forma interligada, fica mais claro como podemos trabalhar com a ideia de prosperidade sem destruir o meio ambiente.

Agora, já podemos ampliar nossa conversa e passear pelos principais tipos de sustentabilidade.

Sustentabilidade ambiental:

Também conhecida como sustentabilidade ecológica, a sustentabilidade ambiental pode ser definida como o uso consciente dos recursos naturais para que eles não se esgotem e estejam garantidos para as futuras gerações.

O ecossocioeconomista Ignacy Sachs diz que a sustentabilidade do ecossistema significa a capacidade de manter, absorver e reconstruir os ecossistemas.

A Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) recomenda que, para a sustentabilidade ambiental, os elementos naturais que sustentam a integridade do ecossistema global não devem ser colocados em risco.

O Comissão também observa a necessidade de encontrar novas tecnologias para reduzir a pressão sobre o meio ambiente, o que minimizará o esgotamento e compensará esses recursos.

Da mesma forma, a Agenda 21 define a sustentabilidade ambiental como uma relação sustentável entre o consumo de energia e os padrões de produção que minimizem as pressões ambientais, o esgotamento dos recursos naturais e a poluição.

Sustentabilidade Social

Sustentabilidade social está vinculada ao conceito de sustentabilidade ambiental. Aborda a distribuição de renda com redução das diferenças sociais e melhoria da qualidade de vida, ou seja, é um conjunto de ações que objetivam melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Sachs define o conceito como “dinâmico, que leva em conta as necessidades crescentes das populações, num contexto internacional em constante expansão.”

Estudiosos defendem que está vinculada ao padrão estável de crescimento e à melhor distribuição de renda com redução das diferenças sociais. É referente não apenas ao que o ser humano pode ganhar, mas à manutenção de sua qualidade de vida.

Esse conceito pode ser desdobrado em oito dimensões principais: Social; Cultural; Ecológica; Ambiental; Econômica; Territorial; Política nacional; Política internacional.

Sustentabilidade econômica

Trata-se de um modo novo de viver e de produzir que não considere somente a evolução econômica, mas contemple os impactos sobre o meio ambiente e as comunidades, e

O Sebrae, na publicação “Sustentabilidade econômica: Como sua empresa pode ser mais lucrativa” traz para nós o seguinte conceito:

“Sustentabilidade econômica é um conjunto de práticas econômicas, financeiras e administrativas que visam o desenvolvimento econômico de um país ou empresa, preservando o meio ambiente e garantindo a manutenção dos recursos naturais para as futuras gerações.”

Dessa forma, esse novo olhar aponta que o crescimento deve ser qualitativo e buscar o bem-estar do ser humano, que passa a ser o centro do processo de desenvolvimento e supera o conceito de que a economia é um fim em si mesma.

Sustentabilidade tecnológica

Relaciona-se à possibilidade de a tecnologia ampliar os limites das atividades econômicas e resolver problemas de escassez de recursos. Por isso, ela contribui para compensação de danos ambientais.

Inovação tecnológica unida a um sistema de avaliação pode indicar o custo de uso e disponibilização dos recursos naturais perante o crescimento da população humana – sobre qual falamos no tópico sustentabilidade econômica – para subsidiar não só ações para preservação ambiental como para melhorar a qualidade de vida no planeta.

Avançando neste conceito, chega-se à sustentabilidade tecnológica como o nível de tecnologia adequado para o desenvolvimento de determinada atividade. 

Sustentabilidade empresarial

Agora, depois de abordarmos os quatro tipos de sustentabilidade – ambiental, social, econômica e tecnológica – voltemos nosso olhar para a sustentabilidade empresarial. Ela abarca um conjunto de ações que uma empresa pode adotar, visando ao desenvolvimento sustentável de uma sociedade.

Para que a sustentabilidade empresarial se torne uma realidade é importante que a empresa abrace atitudes práticas e éticas que promovam seu crescimento econômico a fim de reduzir os impactos externos negativos.

A sustentabilidade empresarial, se praticada corretamente, melhora a imagem da empresa diante dos consumidores, da comunidade em geral, traz benefícios para todos os stakeholders.

Sustentabilidade empresarial e os princípios ESG

A premente necessidade de as empresas incluírem, em seu planejamento estratégico, práticas para garantir sua sustentabilidade de forma regenerativa e contribuir com a qualidade de vida no planeta, têm estimulado a busca pela pauta ESG (sigla de língua inglesa – Environmental; Social; Governance).

Empresas visionárias, atentas e responsáveis já entenderam que os critérios ambiental, social e de Governança Corporativa agregam capital estratégico às marcas. Elas sabem que tais critérios estão sendo entendidos de forma mais positiva e atrativa pela sociedade, pelos seus stakeholders, pelo mercado.

Princípios ESG e as ODS

ESG e ODS são conceitos interligados, complementares, mas possuem orientações distintas. 

Enquanto o conceito ESG está focado em condutas Ambientais, Sociais e de Governança de uma empresa, fundo ou organização, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável vão além dos limites organizacionais para que todo o planeta adote as práticas como um compromisso global para o futuro.

Todavia, vale retomar a ideia da complementaridade dos conceitos. Empresas e profissionais que acompanham as tendências de mercado, o avanço da gestão e a evolução da sociedade conseguem perceber claramente a sintonia entre os princípios ESG e as estratégias ODS e os incorporam.

Como os sistemas de gestão de requisitos legais podem ser parceiros nas decisões estratégicas de sustentabilidade empresarial?

Alinhar as diretrizes ESG e ODS e orientar as ações da empresa para a sustentabilidade são passos fundamentais para construir uma ponte estratégica e criar valor compartilhado.

Existem vários índices ESG ao redor do mundo. Aqui, no Brasil, existe o Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE. A carteira do ISE 2022 (B3) contempla 45 ações de 26 diferentes setores da economia brasileira.

É um dos índices mais importantes da bolsa já que investidores e fundos internacionais de todo o mundo recorrem a esta lista como referência para investir em empresas elegíveis para ESG.

Para tanto, é fundamental que gestores e líderes das empresas contem com ferramentas que os auxiliem, de forma estratégica, a monitorarem e avaliarem o impacto de suas atividades e o cumprimento dos requisitos legais com vistas aos princípios ESG e às ODSs.

Os sistemas de gestão de requisitos legais podem ser fortes aliados

A Rocha Cerqueira disponibiliza o Sistema Qualifica que é totalmente alinhado ao movimento ESG, com uma camada de serviços jurídicos e de consultoria que deixam claro como todas as ações de cultura da conformidade legal, de prevenção relacionada à saúde e segurança no trabalho e à responsabilidade social estão integrados às pautas e políticas ambientais, sociais e de governança de forma estruturada e consistente. Para conhecer, clique aqui e converse com um consultor.

Para empresas que sabem que se ESG é, atualmente, um diferencial e que, em um futuro muito próximo, será, assim como as certificações ISO, um critério padrão, contar com um sistema que empodera os gestores e oferece dados, informações integradas à gestão de requisitos legais é um ótimo caminho para questionar, inovar, implementar mudanças e a agir de forma consciente e coerente na construção de um mundo sustentável e geração de valor.

Sustentabilidade e a prática negativa do Greenwashing

Com a ampliação da consciência ambiental da sociedade, das empresas e do mercado, houve aumento da demanda por serviços e produtos com menor impacto socioambiental.

Contudo, é preciso deixar claro que a sustentabilidade empresarial não se alicerça apenas em ações aparentes de marketing, o chamado greenwashing.

Para estar em consonância com o conceito de sustentabilidade empresarial, as práticas seguidas pela empresa devem alcançar resultados práticos e expressivos para o meio ambiente e a sociedade como um todo.

A ideia de que, ao realizar a prática da sustentabilidade, a empresa perderá dinheiro se mostra cada vez mais equivocada.

Além ajudar na imagem positiva da empresa e facilitar a prospecção de novos clientes, algumas práticas contribuem para a redução dos custos de produção que são convertidos em ganhos monetários.

Ademais, como dito acima, o mercado financeiro já dá mostras claras sobre como a correta adesão à sustentabilidade empresarial, aos princípios ESG está em alta.

Já se pode concluir quais são seus impactos para os investidores, entre eles:

  • Acesso a linhas de Crédito;
  • Potencial valorização das ações de empresas;
  • Redução dos riscos de investir nessas companhias;
  • Aumento da transparência nas relações entre os stakeholders;

A exemplo disso, segundo o portal do Banco Itaú, “os clientes do segmento de Grandes Empresas têm uma classificação de risco socioambiental em alto, médio e baixo que influencia diretamente em seu risk rating. Tal processo de categorização é baseado tanto nos impactos do setor de atuação dos clientes quanto em variáveis individualizadas como a adoção de práticas de gestão que possam mitigar os impactos setoriais.”

Se você incentiva bons debates e ações sobre sustentabilidade, compartilhe este conteúdo em suas redes sociais, enviando suas dúvidas, sugestões, dicas e depoimentos. Vamos juntos deixar marcas positivas nessa convidativa e necessária jornada da sustentabilidade.

https://www.ecycle.com.br/sustentabilidade-ambiental/

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