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Meio ambiente: qual é a importância para as empresas, desafios e insights para superá-los

Meio ambiente: qual é a importância para as empresas, desafios e insights para superá-los

Índice deste artigo:

A preocupação com o meio ambiente é uma questão fundamental que está na agenda estratégica das empresas.

Vamos conversar um pouco mais sobre esse tema, entender sua importância e refletir como podemos superar os desafios para a preservação de recursos naturais para a atual e as futuras gerações.

Primeiro é preciso compreender e, principalmente, internalizar o conceito de meio ambiente. Ele não está longe de nós como algo inatingível. Muito pelo contrário.

Neste artigo você verá

O que é meio ambiente?

Os elementos físicos, químicos, biológicos e sociais que podem causar efeitos diretos ou indiretos sobre os seres vivos e as atividades humanas formam um conjunto a que chamamos de meio ambiente.

Assim, podemos dizer que toda a vegetação, animais, micro-organismos, solo, rochas, atmosfera, água, ar e os fenômenos físicos do clima, como energia, radiação, descarga elétrica e magnetismo integram esse conjunto, funcionando com um sistema de unidades ecológicas que atuam de forma sistêmica e integrada.

Essa definição é muito próxima da proposta pela ONU. Já, de acordo com a Política Nacional do Meio Ambiente, meio ambiente é um “conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.”

Temos, então, duas definições semelhantes que, segundo o Walter Cerqueira, advogado especializado em Direito Ambiental, confirmam como todos estamos inseridos, todo o tempo, no meio ambiente.

Ele reforça: “O homem não está dissociado do ambiente em que vive e, cada vez mais, os perigos ambientais enfrentados pelo mundo moderno nos desafiam”.

Por que a preservação ambiental precisa estar na agenda prioritária das empresas?

Se somos todos integrantes do meio ambiente, não se pode pensar que as empresas estão dissociadas como organizações que não são afetadas por ele e, ainda mais importante, não o afetam.

E, nesse sentido, é crescente o número de corporações que, atentas à evolução da ciência, ao comportamento e aos anseios da sociedade, compreendem que preservar o meio ambiente e fomentar o desenvolvimento sustentável significa também sobrevivência e perenidade de seus negócios além de, obviamente, preservar a própria vida humana.

Um ponto central que tem movido as empresas é o fato de que elas já perceberam a mudança de paradigma que o impacto do cuidado com a preservação do meio ambiente alcançou, principalmente na última década.

Se antes, sustentabilidade na empresa era tomada como fonte de despesas para as organizações e, um pouco adiante, como possibilidade de ganhos tão-somente reputacionais ou para diferenciarem-se em um nicho de mercado, que contava com uma parcela tímida, esse cenário já está em extinção.

Posicionalmento Global

A mudança de entendimento sobre preservação do meio ambiente e consequentemente, sobre sustentabilidade expandiu a visão de nicho de mercado para posicionamento global.

Dessa maneira, gestão de meio ambiente, responsabilidade social antes adotadas como gerências apartadas do núcleo mais estratégico de gestão das empresas, assumem agora uma posição fundamental.

Cabe trazer novamente a importância dos princípios ESG – Environmental, Social and Governance (ambiental, social e de governança) que foram determinantes para as empresas perceberem, de vez que já está em curso um novo tipo de mercado investidor que não tolerará a visão antiga que adotava.

Se no passado uma empresa deveria estar focada no seu crescimento e na sua lucratividade, agora, o papel delas é mais amplo.  Se não se está de acordo com os critérios ESG, questão intimamente relacionada à preservação do meio ambiente, as consequências podem ser pesadas já que o mercado financeiro também tem incorporado esses critérios e se valido deles para suas decisões.

Pesquisa global BlackRock

Carlos Takahashi, Presidente Executivo e Membro do Comitê Executivo Regional da BlackRock Brasil Gestora de Investimentos e do Conselho de Administração da AMEC – Associação de Investidores do Mercado de Capitais, compartilhou uma pesquisa global, realizada pela gestora de recursos global BlackRock. A pesquisa permite algumas análises interessantes sobre os motivos que têm levado à transferência de capital, os olhares futuros e os principais desafios.

Foram ouvidos 425 investidores institucionais e pessoas físicas em 27 países (em todos os continentes), representando um total de US$ 25 trilhões em recursos administrados.

Para 54% dos respondentes, a sustentabilidade veio para ficar e será fundamental nos processos e resultados dos investimentos. Eles pretendem aumentar a atual exposição em ativos ESG de 18% para 37% até 2025.

Eles apontaram as seguintes razões para adotar investimentos sustentáveis:

Pesquisa global BlackRock
Pesquisa global BlackRock

Para deixar ainda mais claro como as empresas precisam considerar preservação do meio ambiente e sustentabilidade como indicadores estratégicos em sua gestão, compartilhamos também a visão do Professor da FDC e Sócio da Brasilpar Serviços Financeiros, Carlos Braga:

Acreditamos que o mercado financeiro saberá recompensar as empresas que tornarem a gestão de riscos e oportunidades ESG como parte da sua proposta de valor e planejamento de longo prazo, com benefícios claros para os seus stakeholders e a sociedade em geral.”

Principais desafios para a sustentabilidade e insights para superá-los.

Depois e revisitar o que é meio ambiente, compreender porque essa temática é muito importante para as empresas, é preciso reconhecer os desafios que precisam ser enfrentados.

Como toda mudança de paradigma, trazer a preservação ambiental, a sustentabilidade empresarial e os critérios ESG para o centro da estratégia das empresas é uma missão que exige coragem, determinação ousadia e inovação, atributos que as empresas inteligentes e que querem se manter no mercado possuem.

São inúmeros os desafios. Nossa proposta aqui é trazer os principais e indicar pistas para que as empresas construam seus caminhos próprios afinal a adoção de fórmulas prontas já levou organizações consolidadas a adotarem estratégias que funcionaram em outras empresas, mas que, distantes de sua realidade, levaram a equívocos, atrasos, energia das pessoas desperdiçada e descrédito.

Vamos então aos 6 desafios e insights que podem contribuir para superá-los.

Rocha Cerqueira

1) Avalie e adote uma visão ambiental mais abrangente.

O primeiro é querer enfrentar o desafio de responder verdadeiramente a uma pergunta proposta pela sociedade atual: Como as organizações assumirão o protagonismo na utilização de alternativas sustentáveis ao uso dos recursos naturais para adoção de uma visão ambiental mais abrangente que nos leve a um movimento virtuoso de preservação?

Esta parece ser uma pergunta simples, mas sabemos que não é, pois trata de acolher e adotar a mudança que pressupõem avaliar e escolher os melhores procedimentos, desenvolver sistemas para minimizar impactos socioambientais e utilizar os recursos naturais de maneira adequada.

2) Coloque a sustentabilidade no coração da estratégia

O passo seguinte é colocar a sustentabilidade no coração de sua estratégia de negócios.

Isso significa que é preciso ir além das medidas mitigadoras e centrar esforços para enfrentar os obstáculos socioambientais presentes em seus processos relacionados ao meio ambiente e também as questões de responsabilidade social.

Não se trata apenas de adotar projetos sociais. Isso é válido, mas é preciso adotar uma visão sistêmica de toda a gestão para tomada de decisões decisivas relacionadas ao core business da empresa.

No fim das contas, poucas empresas no mundo realmente possuem uma estratégia sustentável: a grande maioria deles delas divulga ações ditas estratégicas, mas que não são internalizadas pela companhia, e sim revistas às pressas somente na hora de preparar o relatório anual. Dessa forma, desperdiçam dinheiro dos acionistas, tempo dos funcionários e recursos de negócios apenas para nutrir a vaidade empresarial“, avalia Paulo Vodianitskaia, engenheiro de sustentabilidade da Hapi Consultoria e membro do The Natural Step Brasil (TNS).

3) Fortaleça a cultura da conformidade legal

Uma terceira medida fundamental é mapear todos os requisitos legais aplicáveis ao negócio e atendê-los. Não cabe mais empresas dizerem que tem “a sustentabilidade na veia” se seus indicadores de atendimento legal são frágeis, se o monitoramento é falho e se a cultura da conformidade legal é delegada a um espaço à margem da estratégia da empresa.

Não se trata aqui de ter uma equipe bem treinada para preencher planilhas de atendimento à legislação. Passa-se antes por de fato fazer uma gestão integrada de Meio ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho, Responsabilidade Social coerente com critérios ESG e os ODSs.

4) Assuma uma visão integralizadora da sustentabilidade

Passo importante também, relacionado aos anteriores, é adotar uma visão integral e integralizadora da sustentabilidade. É preciso enxergar e trabalhar o todo. “Empresas inteligentes estão tratando a sustentabilidade como uma nova fronteira da inovação”, sinalizou o indiano C.K. Prahalad em seu artigo para a Harvard Business Review. E para isso, a visão sistêmica, ganha força na análise de riscos, oportunidades e tomadas de decisão.

5) Repense seu modo de engajar as pessoas

Outra medida primordial é engajar as pessoas que trabalham na empresa, contemplando todos os níveis. É preciso fazer uma comunicação eficiente da nova postura e isso passa pela definição de estratégias que contemplem integrar os colaboradores para que cada um, em cada setor, aproprie-se da nova visão, conheça e participe, compreendendo o sentido e atuando para refletir uma estratégia consistente.

Professor do Mestrado Profissional em Gestão para a Competitividade com ênfase em Sustentabilidade (FGV EAESP) e sócio-diretor da consultoria Ekobé, Paulo Branco, destaca que a sustentabilidade tem enorme potencial para ressignificar as relações interpessoais e a concepção de trabalho. Mas se se tratar o tema sem o objetivo de provocar uma mudança mais ampla, não há garantia de sucesso para motivar as pessoas. “O perigo é utilizar as mesmas estratégias de motivação a partir de um tema que, na sua essência, vem propor um novo jeito de perseguir o desenvolvimento

Uma vez estabelecido o engajamento entre os colaboradores, hora também de trazer os stakeholders para perto. Para isso, sustentabilidade precisa ser percebida como um valor. Essa proximidade pode ter momentos diferentes e alguns poderão ser rapidamente identificados entre clientes, fornecedores. Já, para se alcançar outros, pode ser necessário um olhar mais disruptivo.

E será também a disrupção a mola propulsora para vencer outro desafio: o de fugir do mesmo modus operandi para alcançar a mudança da cultura organizacional que leve a um novo jeito de pensar e agir.

Talvez seja esse o maior desafio porque mudar a forma de pensar o negócio pode pressupor redefinição de valores, objetivos e metas, alinhados à visão de futuro. E exatamente por ser um caminho árduo e longo, muitas empresas ainda estejam paradas em gestão de ações pontuais, de resultados mais imediatistas. Isso só levará ao atraso na transformação necessária que que elas almejam.

6) Cancele a prática do Greenwashing

A esses passos, soma-se uma atitude fundamental, fazer o que se diz ou seja, nada de discursos, publicidade, comunicação dissociada da prática. Aliás, um bom passo é fazer mais pela sustentabilidade do que fazer propagandas e a publicidade enganosa, o chamado greenwashing não pode ser, sequer, tolerado.

Sobre isso, inclusive, cabe trazer a modificação feita pelo Conar no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária ainda em 2011.

Houve acréscimos ao artigo 36 do código e as peças publicitárias que contenham apelo de sustentabilidade devem seguir os princípios da veracidade, exatidão, pertinência e relevância. A avaliação da relevância considera a proporção entre o benefício socioambiental gerado e a ênfase com que a empresa se promove no anúncio. Além disso, deve-se evitar conceitos vagos e os benefícios indicados precisam corresponder a práticas concretas.

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Esperar não trará ganhos

O caminho não é fácil e nem rápido. E por isso engano maior é adiá-lo. E para motivar as empresas, a sociedade, você mesmo que está aqui nessa conversa vale trazer Dostoiévski que nos convida a uma reflexão muito apropriada para iniciarmos logo o abraço à preservação do meio ambiente e à sustentabilidade empresarial: “Tudo depende do ambiente, do meio em que o homem se encontra; tudo consiste no meio; o homem em si mesmo não é nada.”

Trata-se então de empregarmos energia e inteligência para alimentarmos nossos dias, nossas ações com coragem redobrada porque nossa sobrevivência depende de se buscar novas formas para garantir a sustentabilidade em um mundo complexo, desigual e dinâmico.

Para prosseguir nessa conversa, você também pode gostar de conferir Investimentos sustentáveis, o futuro não demora.

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